NoticiasPará

Castanha-do-pará segue cara e kg pode chegar a R$ 250

Os Estados Unidos lideram como principal destino, com 31,3% das exportações, seguidos por Canadá (21,3%) e Espanha (9,09%). Curiosamente, todo o volume exportado neste ano corresponde à castanha sem casca.

Fatores climáticos e oferta limitada impulsionam alta nos preços, enquanto exportações deste ano têm números expressivos.

A castanha-do-pará, um dos produtos mais tradicionais da Amazônia, continua com preços elevados nos mercados paraenses e deve registrar novos aumentos até o fim de 2025. No Complexo do Ver-O-Peso, em Belém, vendedores relatam que a combinação entre estiagem prolongada nos municípios onde há a produção da semente e baixa produção tem pressionado o valor do quilo, que já ultrapassa R$ 170 e pode chegar a R$ 250 nos próximos meses, segundo uma vendedora.

Oferta em queda e preço nas alturas: Josiane Antunes, vendedora de castanha-do-pará há seis anos, destaca que o problema não está na industrialização, mas sim na produção limitada do fruto, diretamente afetada pela escassez de chuvas nos municípios paraenses onde ocorre a produção da semente.

“As árvores não deram os grãos que tinham que dar porque não choveu o suficiente. O preço se resume a um aspecto climático”, afirma.

A castanha-do-pará, um dos produtos mais tradicionais da Amazônia, continua com preços elevados nos mercados paraenses e deve registrar novos aumentos até o fim de 2025.

Segundo ela, entre julho e o início de agosto, o preço da castanha se manteve alto, com variações entre R$ 135 e R$ 170 o quilo, dependendo do tamanho e da qualidade.

Exportação cresce e agrava escassez interna: A castanha apresenta baixa oferta no mercado interno pelos motivos apresentados pelos comerciantes e, agravando a situação interna, o Pará segue como destaque nas exportações do produto.

Dados da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) mostram que, entre janeiro e junho de 2025, o estado exportou US$ 5,25 milhões em castanha-do-pará, um crescimento de 6,43% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 4,93 milhões, consolidando o Pará como o 2º maior exportador brasileiro do produto.

Exportação cresce e agrava escassez interna: A castanha apresenta baixa oferta no mercado interno pelos motivos apresentados pelos comerciantes

Os Estados Unidos lideram como principal destino, com 31,3% das exportações, seguidos por Canadá (21,3%) e Espanha (9,09%).
Curiosamente, todo o volume exportado neste ano corresponde à castanha sem casca. O tipo com casca, que foi incluído na lista de isenções tarifárias pelo governo norte-americano, não teve registros significativos no primeiro semestre, segundo a Fiepa.

Taxação pode impactar, mas clima ainda é o principal fator: A imposição de tarifas norte-americanas sobre a castanha-do-pará sem casca é vista com cautela pelos vendedores. (A Notícia Portal com informações de Jéssica Nascimento/ Fotos: Thiago Gomes/ O Liberal)

Notícias relacionadas

Botão Voltar ao topo