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MPE pede a cassação da vereadora Erivânia Araújo por fraude e compra de votos

As transferências via PIX e os contratos fictícios reforçam a suspeita de que houve vantagem indevida em troca de apoio político.

O parecer, assinado pelo promotor eleitoral Denys César dos Santos Silva em 31 de outubro de 2025, pede a cassação do diploma da parlamentar e a declaração de inelegibilidade por oito anos, além do envio de cópias para apuração criminal e de improbidade administrativa contra os envolvidos.

O Ministério Público Eleitoral do Estado do Pará, emitiu parecer favorável à cassação do mandato da vereadora eleita com 355 votos, Erivânia de Souza Araújo Aguiar, conhecida por Professora Eri (PSD). Ela é acusada de abuso do poder econômico e político, fraude no uso de recursos públicos de campanha e compra de votos durante as eleições municipais de 2024.

O despacho foi em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e uma Ação de Impugnação de Mandato Eleiltivo (AIME) que tramita na justiça.

O despacho do ministério público, assinado pelo procurador eleitoral Denys César dos Santos em 31 de Outubro último, pede a cassação do diploma da parlamentar e a declaração de inelegibilidade por oito anos, além do envio de cópias para apuração criminal e de improbidade administrativa contra os envolvidos.

Os extratos bancários revelam que os valores pagos foram devolvidos em até 48 horas para a conta de José Marques Gonçalves Aguiar, marido da vereadora e ex-secretário municipal, o que o MP considera prova de fraude e desvio de finalidade dos recursos públicos.

INVESTIGAÇÃO: De acordo com a investigação, Erivânia Aguiar teria utilizado de forma irregular R$ 5.940,00 do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), valor que foi repassado a cinco pessoas sob a justificativa de prestação de serviços de “militância e mobilização de rua”.

No entanto, apurações apontaram que pelo menos três dos beneficiários eram servidores públicos municipais, com carga horária incompatível com as atividades de campanha, o que caracteriza abuso de poder político. Os extratos bancários revelam que os valores pagos foram devolvidos em até 48 horas para a conta de José Marques Gonçalves Aguiar, marido da vereadora e ex-secretário municipal, o que o MP considera prova de fraude e desvio de finalidade dos recursos públicos.

Apurações apontaram que pelo menos três dos beneficiários eram servidores públicos municipais, com carga horária incompatível com as atividades de campanha, o que caracteriza abuso de poder político.

ILÍCITO: Além da fraude financeira, o Ministério Público destacou que os pagamentos simulados a eleitores e servidores, feitos às vésperas do pleito, configuram compra de votos (captação ilícita de sufrágio).

As transferências via PIX e os contratos fictícios reforçam a suspeita de que houve vantagem indevida em troca de apoio político.

Provas e pedidos: O parecer do promotor Denys César dos Santos Silva conclui que o conjunto de provas documentos financeiros, extratos bancários e depoimentos é “robusto e inequívoco”, demonstrando a gravidade dos fatos.

Agora ao juiz eleitoral vai decidir se acata o parecer do Ministério Público e determina a cassação do mandato. (Roney Braga A Notícia Portal/ Fotos reprodução das redes sociais)

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