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Presidente da Assembleia Legislativo do Rio de Janeiro é preso por vazar informação de operação contra CV

Após a prisão de TH Joias, o MDB anunciou sua expulsão. A defesa dos investigados não se manifestou até o momento.

Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 22 de busca, além do sequestro de R$ 40 milhões em bens.

Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso pela PF por decisão do STF.

Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso nesta quarta-feira (3/12) pela Polícia Federal (PF).

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Unha e Carne. Bacellar teria vazado informações sigilosas da Operação Zargun, que resultou na prisão do deputado estadual TH Joias (sem partido).

Segundo a corporação, há “provas robustas” de que Bacellar vazou informações sigilosas, o que teria prejudicado as investigações que têm como alvo a cúpula do Comando Vermelho (CV) e suas conexões com agentes públicos.

Os mandados – um de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e um de intimação para medidas cautelares – foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e fazem parte das determinações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental das Favelas (ADPF 635), que atribuiu à PF a responsabilidade de investigar a atuação dos principais grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro.

Operação Zargun: Deflagrada em 3 de setembro deste ano, a Operação Zargun desarticulou um esquema de tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro, apontado como diretamente ligado às lideranças do CV no Complexo do Alemão.

Segundo a corporação, há “provas robustas” de que Bacellar vazou informações sigilosas, o que teria prejudicado as investigações que têm como alvo a cúpula do Comando Vermelho (CV) e suas conexões com agentes públicos.

Foram cumpridos 18 mandados de prisão e 22 de busca, além do sequestro de R$ 40 milhões em bens.
A operação teve como alvo um delegado da PF, policiais militares, um ex-secretário estadual e o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, apontado como articulador político da facção dentro da Alerj.

Compra de fuzis: Segundo as investigações, TH Joias atuava para favorecer o CV, intermediando a compra de fuzis, drogas e equipamentos antidrones. Ele também indicou a esposa de um traficante para um cargo parlamentar.
• Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, tesoureiro do CV, responsável por movimentar R$ 120 milhões em cinco anos;
• Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, liderança da facção;
• Alessandro Pitombeira Carracena, ex-subsecretário estadual, suspeito de interferir em ações policiais a pedido de criminosos;
• Policiais militares e um delegado federal investigados por fornecer proteção e informações privilegiadas ao grupo.
Reação das autoridades: O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, destacou a gravidade da infiltração do crime organizado no poder público:

“Seja traficante armado na favela ou de terno na Assembleia, a resposta do Estado será a mesma”.
Já o superintendente da PF, Fábio Galvão, afirmou que o esquema envolvia interferências diretas em operações policiais, incluindo a retirada de unidades do Batalhão de Choque de áreas estratégicas a pedido de criminosos. Após a prisão de TH Joias, o MDB anunciou sua expulsão. A defesa dos investigados não se manifestou até o momento. (A Notícia Portal com informações de Mirelle Pinheiro do Metrópoles/Fotos: Redes Sociais)

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