
Entre os piores municípios ranqueados, estão Jacareacanga, Trairão, Pacajá, Portel, São Félix do Xingu e Anapu. A presença maciça de cidades paraenses no ranking negativo reflete os desafios históricos enfrentados na Amazônia Legal, região que reúne os piores índices do país no componente “Qualidade do Meio Ambiente”, fortemente afetado pelo desmatamento e pelas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
O IPS Brasil mede o desempenho social e ambiental de cada cidade com base em 57 indicadores oficiais, divididos em três grandes dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem estar e oportunidades. As notas vão de 0 a 100. Em 2025, a média nacional foi mais alta na dimensão de necessidades humanas básicas (74,79), enquanto a dimensão oportunidades teve o pior desempenho geral (46,07), com índices críticos em direitos individuais, inclusão social e acesso à educação superior.
No topo do ranking das piores cidades do país está Uiramutã (RR), com 37,59 pontos. Mas a concentração de municípios do Pará no grupo das dez últimas coloca o estado em destaque negativo. Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à garantia de direitos básicos em regiões historicamente negligenciadas.
Capitais e desigualdades regionais
O contraste entre regiões também foi um dos pontos centrais do relatório. Enquanto a Região Norte acumula os piores resultados, o Sudeste lidera o ranking das cidades com melhor qualidade de vida. Gavião Peixoto (SP) foi novamente a cidade mais bem colocada no IPS 2025, seguida por outros municípios paulistas como Gabriel Monteiro, Jundiaí e Águas de São Pedro. Entre as capitais, Curitiba (PR) lidera o ranking nacional, enquanto Porto Velho (RO) aparece na última colocação. No Norte, Palmas (TO) se destacou como a capital com melhor desempenho na região. (A Notícia Portal com informações de Bianca Mingote da Brasil 61/ Foto: Reprodução)

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