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Seleção campeã mundial pode desistir da Copa após ameaça de Trump

Presidente norte-americano demonstrou interesse em anexar a Groelândia alegando "assumir o controle" da segurança nacional

Copa do Mundo de 2026 poderá perder uma campeã mundial. A seleção da Alemanha, quatro vezes campeã do mundo, avalia desistir de disputar a competição, que acontecerá nesta edição nos Estados Unidos. A decisão é fundamentada com base nas falas e ameaças recentes do presidente estadunidense Donald Trump de anexar a Groelândia.

Campeão mundial em 1954, 1974, 1990 e 2014, a Alemanha não fica de fora de uma Copa do Mundo desde 1950.

“Se Donald Trump cumprir suas ameaças sobre a Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a UE, me custa imaginar que países europeus participem da Copa do Mundo”, disse o deputado conservador Roderich Kiesewetter ao jornal Augsburger Allgemeine, avaliando as chances da Alemanha ficar de fora da Copa do Mundo.

“Essa avaliação corresponde portanto às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará essa avaliação”, acresentou a secretária de Estado de Esportes, Christiane Schenderlein.

O Instituto Insa, em uma pesquisa para o jornal alemão Bild, avaliou que quase metade dos alemães, de 1000 entrevistados, aprovaria um boicote à Copa do Mundo nos Estados Unidos. Campeão mundial em 1954, 1974, 1990 e 2014, a Alemanha não fica de fora de uma Copa do Mundo desde 1950.

A tensão aumentou com declarações do presidente estadunidense Donald Trump, ao demonstrar interesse em “assumir o controle” da Groenlândia como questão de segurança nacional.

Trump afirmou que “a Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte” e que “precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazer isso”.

O líder estadunidense a questionar a legitimidade do controle dinamarquês e criticou a postura do país perante a OTAN, dizendo em rede social que “a Dinamarca não pode proteger essa terra da Rússia ou da China, e por que eles teriam um ‘direito de propriedade’ afinal?”.

Trump ainda citou a Doutrina Monroe, apelidando-a de “Doutrina Don-roe”, e em mensagem ao primeiro-ministro da Noruega afirmou: “não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz, embora ela sempre seja predominante, mas agora posso pensar no que é bom e apropriado para os Estados Unidos da América”.

De forma enfática, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, respondeu dizendo que o governo estadunidense “não tem direito de anexar” o território. ( A Notícia Portal com informações de José Coutinho do IG Esportes/ Foto: Divulgação) 

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