São Félix do XinguTerras Indígenas

Polícias intensificam investigações após morte de vaqueiro e atentados contra agentes do Ibama na Terra Indígena Apyterewa

As investigações seguem em andamento, e as autoridades afirmam que não irão recuar das ações de fiscalização e proteção da terra indígena.

As forças de segurança federais e estaduais reforçaram a presença na Terra Indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, no sul do Pará, após a morte de um vaqueiro contratado pelo Ibama e atentados contra agentes ambientais durante uma operação de desintrusão na região.

As investigações seguem em andamento, e as autoridades afirmam que não irão recuar das ações de fiscalização e proteção da terra indígena.

O crime ocorreu na segunda-feira (15), enquanto equipes cumpriam decisão do Supremo Tribunal Federal para a retirada de invasores e apreensão de gado mantido ilegalmente dentro do território indígena. O vaqueiro foi atingido por um tiro no pescoço, em uma emboscada, no momento em que auxiliava na condução dos animais pela mata.

O vaqueiro foi atingido por um tiro no pescoço, em uma emboscada, no momento em que auxiliava na condução dos animais pela mata.

A vítima chegou a receber os primeiros socorros no local e foi transportada de helicóptero até o hospital de São Félix do Xingu, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com as autoridades, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar atuam de forma integrada na região para investigar o homicídio, apurar os atentados contra agentes do Ibama e identificar os responsáveis. O policiamento foi intensificado devido ao histórico de conflitos e violência ligados à ocupação ilegal da área.

De acordo com as autoridades, Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar atuam de forma integrada na região para investigar o homicídio, apurar os atentados contra agentes do Ibama e identificar os responsáveis.

Em nota, o Ibama lamentou profundamente a morte do vaqueiro e manifestou solidariedade à família e aos colegas de trabalho. O instituto reafirmou o compromisso com o cumprimento das decisões judiciais e repudiou qualquer forma de violência contra agentes públicos e colaboradores das ações do Estado.

O policiamento foi intensificado devido ao histórico de conflitos e violência ligados à ocupação ilegal da área.

A Terra Indígena Apyterewa, tradicionalmente ocupada pelo povo Parakanã, foi homologada em 2007 e possui cerca de 773 mil hectares. Apesar disso, é uma das áreas mais desmatadas do país, marcada por invasões de grileiros, madeireiros e criadores de gado.

A Terra Indígena Apyterewa, tradicionalmente ocupada pelo povo Parakanã, foi homologada em 2007 e possui cerca de 773 mil hectares.

A operação ocorre no âmbito da ADPF 709, determinada pelo STF, e conta com a participação do Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Abin, Força Nacional, além das polícias e da Adepará. As investigações seguem em andamento, e as autoridades afirmam que não irão recuar das ações de fiscalização e proteção da terra indígena. ( A Notícia Portal com informações de Trayce Melo DOL e as fotos são de Gilvan Alves e Bruno Peres Agência Brasil e TV Brasil ND)  

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