Polícia

Esposa de delegado é presa por desvio de R$ 2,2 de milhões da Educação

A esposa do delegado Dannilo Ribeiro Proto, que está preso desde agosto do ano passado, foi detida nesta terça-feira (27/1), em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), Karen Proto teria levado um aparelho celular ao marido enquanto ele estava custodiado na Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia.


Os promotores afirmam que Karen ocupava um cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria facilitado decisões administrativas que garantiam a continuidade de contratos considerados irregulares.

De acordo com o MP-GO, Karen também é apontada como integrante de uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes envolvendo recursos da educação pública. O grupo teria participado de mais de 40 licitações e movimentado cerca de R$ 2,2 milhões. Entre 2019 e 2024, Karen ocupou o cargo de coordenadora regional de Educação em Rio Verde.

Durante a ação desta terça-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que podem reforçar as provas já reunidas na investigação.

Comunicação mesmo com líder preso: Segundo o Ministério Público, mesmo após o afastamento e a prisão de Dannilo Proto, a organização criminosa teria continuado em atividade por meio de pessoas próximas a ele. As investigações apontam que a comunicação mantida com o delegado preso teria sido utilizada para repassar orientações e alinhar estratégias relacionadas ao suposto esquema criminoso.

Os promotores afirmam que Karen ocupava um cargo estratégico na área educacional e, a partir dessa posição, teria facilitado decisões administrativas que garantiam a continuidade de contratos considerados irregulares. As apurações indicam ainda que ela atuava na circulação de informações e diretrizes entre os integrantes do grupo, mesmo com o principal investigado já sob custódia.

Além de Karen e do marido, outras pessoas apontadas como membros da organização criminosa também foram denunciadas pelo MP-GO.

“Constam da peça acusatória os demais integrantes que cometeram crimes por meio do Programa Reformar e de outros programas de obras e serviços da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), além da impressão do material pedagógico do Revisa Goiás”, informou o órgão.

Operação Regra Três: Preso desde 21 de agosto, o delegado Dannilo Ribeiro Proto foi denunciado pelo MP-GO por desvio de recursos destinados a escolas estaduais de Rio Verde, além de fraudes em contratações públicas. Ele e outras pessoas são alvos da Operação Regra de Três.

Segundo o Ministério Público, em razão da complexidade do esquema e do grande número de investigados, serão apresentadas duas denúncias distintas. O delegado responde por crimes como organização criminosa, falsidade ideológica, ameaça, prevaricação, contratação direta ilegal, peculato, falsificação, uso de documento particular e lavagem de capitais.

A Operação Regra de Três foi deflagrada em 21 de agosto com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa liderada pelo delegado e sua esposa. A promotoria apura suspeitas de fraudes em contratos públicos e direcionamento ilegal de recursos destinados principalmente a reformas e obras em escolas da rede estadual de ensino.

O MP-GO estima que, desde 2020, o esquema tenha desviado mais de R$ 2,2 milhões dos cofres públicos. A Justiça determinou o bloqueio de contas e a apreensão de bens dos investigados para fins de ressarcimento ao erário.

Outro lado: A coluna Na Mira informou que não conseguiu localizar a defesa de Karen Proto. O espaço permanece aberto para manifestações. ( A Notícia Portal com informações do Site do Metrópoles/ foto: Reprodução) 

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