As manifestações no Irã completaram duas semanas e já provocaram a morte de mais de 500 pessoas, segundo dados divulgados por organização de direitos humanos. O governo iraniano emitiu ameaças contra bases militares americanas após o presidente Donald Trump declarar apoio aos manifestantes.

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, divulgou números atualizados sobre as vítimas dos protestos no Irã. A organização confirmou a morte de 490 manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança. Mais de 10.600 pessoas foram presas durante o período.
Ativistas dentro e fora do Irã coletaram os dados para a HRANA. As autoridades iranianas não divulgaram estatísticas oficiais sobre as mortes. A agência Reuters não conseguiu verificar os números de forma independente.
Teerã ameaça retaliar bases americanas: O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, emitiu um alerta direto a Washington. Ele deixou claro que qualquer ataque ao Irã provocará resposta contra alvos específicos.
Qalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária de elite, declarou que territórios ocupados por Israel, além de todas as bases e navios dos EUA, serão considerados alvos legítimos.
A ameaça veio após repetidas declarações de Trump sobre possível intervenção.
Trump considera opções contra o Irã: O jornal Wall Street Journal revelou que assessores apresentarão ao presidente americano um leque de opções na terça-feira. As alternativas incluem:
- Ataques militares diretos;
- Uso de armas cibernéticas secretas;
- Ampliação das sanções econômicas;
- Fornecimento de apoio online a grupos antigovernamentais.
Trump publicou nas redes sociais que os Estados Unidos estão prontos para ajudar o Irã a conquistar liberdade. O presidente já demonstrou força no cenário internacional ao depor o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Manifestações começaram por questões econômicas: Os protestos tiveram início em 28 de dezembro de 2025, motivados pela alta da inflação. A insatisfação popular rapidamente se voltou contra os líderes religiosos que comandam o país desde a Revolução Islâmica de 1979. ( A Notícia Portal com informações de Tarik Duarte e Reuters/ Foto: Divulgação)




