
O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se pelo desprovimento de recursos e pela manutenção da sentença que cassou o mandato do vereador Edivaldo Borges Gomes (MDB), reeleito nas eleições municipais de 2024. Ele e três familiares Deibson, Dheymison e Débora da Silva Gomes são acusados de comandar um esquema de compra de votos e violação do sigilo do voto no município.
Segundo o parecer, o esquema envolvia o pagamento de R$ 200 a eleitores em troca do voto no candidato. Para comprovar o apoio, os eleitores eram instruídos a gravar o momento da votação usando celulares ou óculos com câmera oculta. O inquérito policial identificou a prática após a apreensão de uma adolescente tentando votar com o equipamento de gravação.
Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou santinhos com códigos alfanuméricos, valores em espécie, vídeos dos votos filmados e conversas no WhatsApp detalhando o recrutamento de eleitores. Vários eleitores e arregimentadores confirmaram em depoimento a dinâmica de pagamento.
A defesa de Edivaldo e dos demais recorrentes alegou falta de provas robustas, inexistência de comando direto do candidato e contradições nos testemunhos. Contudo, o MP Eleitoral rebateu, destacando que o conjunto probatório é “coeso, firme e convergente”, com provas materiais, depoimentos e vídeos que comprovam o abuso de poder econômico e a captação ilícita de sufrágio.
A sentença de primeira instância considerou o esquema de alta gravidade, comprometendo a lisura do pleito e a liberdade de voto em Ourilândia do Norte. Além da cassação do diploma de Edivaldo Gomes, foi decretada a inelegibilidade dele e de seus familiares envolvidos. Tribunal Regional Eleitoral do Pará agora analisará o parecer e dará a decisão final sobre os recursos.
Edivaldo Borges Gomes é natural de Uruaçu, Goiás, mas reside em Ourilândia do Norte desde 1986. Ele foi eleito vereador pela primeira vez em 2004 e reeleito em 2008, com 331 e 359 votos, respectivamente. Em 2024, ele foi o terceiro candidato mais votado com 848 votos, mas teve seu mandato cassado devido à acusação de compra de votos. (Roney Braga A Notícia Portal; Foto: Divulgação Redes Sociais)

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