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Carro usado na morte de empresário em Castanhal é apreendido

A Polícia Civil apreendeu o carro usado no assassinato do empresário Estevão Neves Pinto em Castanhal. Detalhes sobre o caso e investigações em andamento.

Caso do assassinato do empresário Estevão Neves Pinto, ocorrido em 5 de setembro, em Castanhal, nordeste paraense, segue tendo desdobramentos importantes. Ele foi executado na frente das filhas, ao deixá-las na escola.

O veículo utilizado pelos criminosos na execução do crime, um Hyundai Creta branco, que estava ocultado e em posse de Rafael Mota Ribeiro, apontado como possível mandante do homicídio, foi apreendido pela Polícia Civil do Pará no último domingo (14).
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Castanhal, vinculada à Superintendência Regional da Zona do Salgado, o veículo foi utilizado para monitorar os passos da vítima antes do assassinato e também na fuga dos executores da cidade após o crime. O carro foi escondido logo depois da ação, em uma tentativa de obstruir as investigações.

CONTRADIÇÃO E REVELAÇÃO: As investigações ganharam força após um ponto-chave: uma avaria na parte traseira do veículo. Esse detalhe chamou a atenção dos investigadores e permitiu vincular o Creta ao crime, ajudando a confirmar o envolvimento de Rafael Mota Ribeiro, que no primeiro depoimento negou qualquer ligação com o carro.

De acordo com a polícia, após uma conversa reservada com seus advogados, Matheus Lopes de Abreu, apontado como coautor do crime e já preso, decidiu colaborar. Ele revelou a localização do automóvel e confirmou que o veículo foi mesmo usado no planejamento e na fuga após o homicídio, derrubando a versão inicial de Rafael.

PRISÕES E QUALIFICAÇÃO DO CRIME: Tanto Rafael Mota Ribeiro quanto Matheus Lopes de Abreu estão presos preventivamente. O crime é investigado sob a tipificação de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos I e IV do Código Penal), por ter sido cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O inquérito policial (IPL nº 00559/2025.100020-0) segue em andamento, e novas diligências estão sendo realizadas para esclarecer a motivação exata, identificar possíveis cúmplices e confirmar se Rafael de fato ordenou a execução. (Com Informações de Nado Lobo Diário do Pará/ Foto: Divulgação)

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