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Rede de silêncio e a luta por justiça: caso de abuso infantil em Ourilândia do Norte avança para estudo social

Ourilândia do Norte (PA) — Um caso de suspeita de abuso sexual contra uma criança, que teria começado quando a vítima tinha apenas 6 anos de idade, segue em tramitação na Justiça e expõe a angústia de uma família que busca responsabilização e proteção para a adolescente.

Segundo o relato da mãe, os abusos teriam sido praticados ao longo de anos por um homem ligado à família. A adolescente, atualmente com 14 anos, teria sido submetida também a situações de aliciamento e manipulação psicológica. Conforme o depoimento da mãe, o suspeito teria utilizado ameaças e afirmado à criança que ninguém acreditaria em sua palavra por ela ser menor de idade.

A mãe afirma que só tomou conhecimento da situação anos depois, após questionamentos feitos por familiares. Ao decidir procurar as autoridades, segundo ela, passou a enfrentar resistência e ameaças dentro da própria família, o que teria contribuído para o atraso na formalização da denúncia.

Vítima ficou em silêncio durante depoimento

Durante uma audiência de escuta especializada, a adolescente teria ficado profundamente abalada e não conseguiu prestar o depoimento, chorando durante o procedimento. Diante da situação, o depoimento foi interrompido e o caso retornou para novas providências investigativas.

Agora, conforme atualização recebida pela família, em 8 de setembro de 2026, os autos foram remetidos para estudo de caso pelo setor social, como parte do andamento do processo.

Uma nova audiência já está marcada para 29 de outubro de 2026, às 10h30.

A mãe afirma que acompanha o caso com preocupação e cobra uma atuação mais efetiva dos órgãos responsáveis, principalmente para garantir a proteção da adolescente e evitar qualquer possibilidade de contato do investigado com outras crianças.

“Tudo o que eu quero é que ele responda pelos atos que cometeu e que ele não tenha contato com outras crianças”, desabafa a mãe.

O caso também chama atenção para a importância de uma atuação integrada entre Polícia Civil, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública e demais órgãos da rede de proteção, garantindo que crianças e adolescentes vítimas de violência sejam ouvidos de maneira adequada e tenham seus direitos preservados durante todo o processo.

Identidades preservadas

Por envolver uma adolescente, A Notícia Portal não divulga nomes, imagens ou informações que possam permitir a identificação da vítima, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às normas de proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

O conteúdo apresentado nesta reportagem é baseado nos relatos fornecidos pela família e nas informações sobre o andamento processual. A responsabilidade criminal do investigado deverá ser definida pelas autoridades competentes, mediante o devido processo legal.

A Notícia Portal | Emily Dulcio

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