Noticias

Pará tem 6 prefeituras no ranking de 133 municípios bilionários

Parauapebas e Canaã perderam cinco posições em relação a 2021, mesmo assim faturamento deles impressiona e supera o de várias capitais em receita. Ananindeua é último colocado geral em receita por habitante e Belém é segunda capital com menor e pior potencial de arrecadação.

Capital Belém do Pará. FOTO: CARLOS SODRE/AG. PARÁ

O Pará contabilizou em 2022 meia dúzia de prefeituras com arrecadação que superou a cifra de R$ 1 bilhão, com a capital do estado na melhor colocação, o 20º lugar, embora sua população seja a 12ª maior do país, conforme dados parciais do censo demográfico ainda em curso. Além de Belém, integram a lista das prefeituras mais ricas Parauapebas (40ª), Canaã dos Carajás (71ª), Marabá (90ª), Ananindeua (123ª) e Santarém (124ª). [Confira o ranking exclusivo completo no final desta reportagem.]

As informações fazem parte de um levantamento inédito realizado pelo Blog do Zé Dudu, que vasculhou prestações de contas entregues ao Tesouro Nacional por prefeituras e câmaras municipais, além de checagem direta a portais de transparência para captura de balanços oficiais consolidados.

No ano passado, o número de municípios com receita corrente líquida superior a R$ 1 bilhão foi recorde: 133 — incluindo Brasília, cuja receita é contada como sendo do Distrito Federal. O estado de São Paulo contribui com o maior número de prefeituras bilionárias, 40 no total, seguido do estado do Rio de Janeiro, que soma 14. Minas Gerais vem na sequência com 11 prefeituras, enquanto Paraná e Santa Catarina aparecem empatados com oito. O Pará empata com o Rio Grande do Sul, com seis representantes. Todos os estados brasileiros tiveram ao menos uma prefeitura no ranking. Juntos, esses municípios movimentaram R$ 450 bilhões em dinheiro público.

As seis prefeituras endinheiradas do Pará movimentaram R$ 11,401 bilhões, mais que a arrecadação inteira dos governos de Sergipe (R$ 11,296 bilhões), Acre (R$ 7,995 bilhões), Amapá (R$ 7,244 bilhões) e Roraima (R$ 6,383 bilhões).

Paraenses entre gigantes
A Prefeitura de São Paulo é, de longe, a mais rica do país, com R$ 78,723 bilhões em receita líquida. A arrecadação livre de deduções da maior cidade do Ocidente é, a título de comparação, duas vezes e meia maior que a arrecadação de todo o estado do Pará. Também é mais de duas vezes e meia superior à receita líquida da Prefeitura do Rio de Janeiro, que totalizou R$ 30,334 bilhões ano passado.

A propósito, a arrecadação da Cidade Maravilhosa é, sozinha, maior que a de 16 estados e do Distrito Federal, o que denota o potencial da 5ª maior cidade das Américas. Brasília, com R$ 29,46 bilhões, e Belo Horizonte, com R$ 13,67 bilhões, completam o time de municípios com faturamento anual pujante.

Belém, metrópole paraense, aparece na 20ª colocação com R$ 4,035 bilhões, mas fica atrás de capitais menores, como Campo Grande (R$ 4,549 bilhões) e São Luís (R$ 4,288 bilhões), e até mesmo de municípios não capitais, como Campinas-SP (R$ 6,642 bilhões), Maricá-RJ (R$ 6,028 bilhões), Niterói-RJ (R$ 5,598 bilhões), Guarulhos-SP (R$ 5,188 bilhões), São Bernardo do Campo-SP (R$ 4,857 bilhões) e Barueri-SP (R$ 4,248 bilhões).

Parauapebas, por seu turno, perdeu posições em relação a 2021, quando tinha fechado o ano na 35ª colocação e ultrapassado em arrecadação capitais como Maceió, Cuiabá, João Pessoa, Natal e Florianópolis. Essas capitais voltaram a ser mais ricas que Parauapebas, ainda assim o governo da Capital do Minério bate a prefeitura de municípios com quase 1 milhão de habitantes, como São Gonçalo-RJ.

O pequeno Canaã dos Carajás também perdeu cinco posições e faturou R$ 1,554 bilhão no ano passado, valor que, entretanto, é maior que a arrecadação de Feira de Santana-BA, município que tem nove vezes a quantidade de habitantes da Terra Prometida. Já Marabá (R$ 1,284 bilhão) segue mais rica que as capitais Macapá e Rio Branco, enquanto Ananindeua (R$ 1,026 bilhão) e Santarém (R$ 1,022 bilhão) são estreantes no “jogo do bilhão”,

Arrecadação por habitante
No ranking dos municípios com prefeitura bilionária, o Pará vai de um extremo a outro. Enquanto Canaã dos Carajás ostenta a 3ª melhor posição, com R$ 20.597 de receita produzida por morador, Ananindeua é o lanterninha, na 133ª colocação, com R$ 1.990. Belém é a capital com a 2ª pior performance de arrecadação por habitante, com R$ 2.951, à frente apenas de Macapá, que tem R$ 2.658.

A melhor média de arrecadação do país é de Ilhabela, no litoral de São Paulo, que cravou R$ 29.502 per capita. Na sequência, aparece Maricá, no estado do Rio de Janeiro, com R$ 26.917. Já Parauapebas aparece na 15ª posição, com R$ 9.132, enquanto Marabá está na 56ª colocação, com R$ 4.732. Santarém está na 14ª pior colocação, com R$ 2.911 de média de receita gerada por cidadão.

Fonte: Blog do ZÉ DUDU

Notícias relacionadas

Botão Voltar ao topo