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Próximo às eleições, crescem ocorrências de atentados contra políticos no Pará

Pará é vice-campeão em violência contra políticos no Brasil

O Estado do Pará aparece em segundo lugar em um levantamento realizado pela organização social de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, que traçou um panorama da violência contra representantes de cargos eletivos, candidatos ou pré-candidatos nos últimos quatro anos no Brasil.

Tendo como base notícias extraídas de veículos de comunicação, a pesquisa mapeou 327 casos ilustrativos de violência política desde 1º de janeiro de 2016 até 1º de setembro deste ano.

Foram registrados 125 assassinatos e atentados, 85 ameaças, 33 agressões, 59 ofensas, 21 invasões e quatro casos de prisão ou tentativa de detenção de agentes políticos.

Foto: Reprodução Roma News

No último dia 14, o candidato a prefeito de Paraupebas pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Júlio César, sofreu um atentado quando voltava de uma reunião política na zona rural do município. Ele foi baleado, socorrido e passa bem.

Exatas 24 horas depois, o empresário e candidato a vereador no município de Acará, Fábio Aragão (PSD), também foi alvo de atentado a tiros e também quando voltava de um compromisso de campanha. Ele saiu ileso.

Já no último dia 23, o alvo foi a candidata a vice-prefeita de Belém, Patrícia Queiroz (PSC),  na coligação Juntos por Belém, que tem como candidato a prefeito José Printe, do MDB.

No mês passado, o irmão do atual prefeito do município de Pau D’arco, Fredson Pereira, foi outro alvo de atentado. Fredson, que é candidato à reeleição em Pau D’arco, acredita que os criminosos tinham a intenção de lhe intimidar.

Adriano Magalhães

Adriano Magalhães, candidato à prefeitura do município de Dom Eliseu pelo partido Solidariedade, foi morto no sul do Pará, no dia 7 de outubro. Ele, duas irmãs e assessores tinham acabado de sair do comício e iam jantar às margens da BR-010. Ninguém viu de onde partiu o tiro que matou Adriano. Era a primeira vez que ele participava de uma eleição. Advogado, tinha sido secretário municipal por dois anos. A família diz que Adriano não tinha inimigos.

A morte de Adriano nem chegou a entrar nas estatísticas da pesquisa sobre violência na política, conduzida pelas organizações não-governamentais Terra de Direitos e Justiça Global.

(Fontes: romanews.com.br/ G1/ Fantástico)

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