Saúde

Hospital Regional do Sudeste do Pará iniciará captação de córneas

Serviço será disponibilizado a partir de janeiro de 2022; atualmente mais de 1,1 mil pessoas aguardam por uma córnea no Pará, segundo a Central Estadual de Transplante

Hospital Regional do Sudeste do Pará iniciará captação de córneas./ Foto: Comunicação Pró-Saúde.

O Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP) em Marabá, realizará, a partir de janeiro de 2022, a captação de córneas para transplantes, contribuindo para a redução da fila de espera no estado.

No Regional, a iniciativa é coordenada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros e outros profissionais da assistência, que atuarão na identificação de potenciais doadores e na efetivação das doações.

De acordo com Delyo dos Santos, enfermeiro enucleador – profissional especializado para captação do globo ocular – e membro da CIHDOTT, a unidade está preparada com toda estrutura necessária para realizar a captura das córneas com êxito.

“É uma grande conquista e avanço para o HRSP que, por meio da captação das córneas, irá oportunizar uma melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem com problemas de visão e possuem indicação médica para o transplante”, ressalta o enfermeiro, que foi capacitado e cadastrado pela Central Estadual de Transplante do Pará.

O profissional ainda destaca que qualquer pessoa na faixa etária entre 2 e 70 anos, que vier a óbito na unidade e não tiver nenhuma restrição clínica, poderá ser doadora de tecido ocular, após consentimento da família.

O Hospital Regional do Sudeste do Pará é referência para mais de um milhão de pessoas de 22 municípios da região. A unidade, que pertence ao Governo do Pará, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, presta atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os órgãos doados na unidade serão enviados por transporte aéreo para o Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém, sede do Banco de Olhos Estadual. O órgão é responsável pela preservação e avaliação dos tecidos oculares.

“Quero parabenizar toda equipe da CIHDOTT do Hospital Regional do Sudeste do Pará pelo empenho, dedicação e por prestar esse importante serviço à sociedade paraense. Estamos dando um passo valioso para que no futuro, além da captura, também possamos fazer o transplante de córneas aqui em Marabá”, afirma Valdemir Girato, diretor Hospitalar do HRSP.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, também ficou feliz com mais esse avanço na prestação de serviços à população paraense. “É importante fortalecer cada vez mais a rede de captação e transplante de órgãos no estado, para que mais pessoas possam ser beneficiadas, ter uma segunda chance e melhorar a sua qualidade de vida”, comentou.

Doação

Segundo a Central Estadual de Transplantes da Secretaria Estadual de Saúde do Pará (Sespa), mais de 1,1 mil pessoas aguardam por uma córnea no estado. O órgão aponta a falta de informação como uma das principais barreiras para a doação dos tecidos oculares.

A assistente social do Hospital Regional do Sudeste do Pará, Valdejane Barros, observa que a unidade possui uma equipe psicossocial, que irá prestar todo apoio e acompanhamento psicológico às famílias que autorizarem a doação de córneas.

“Doar é um ato de generosidade e de amor ao próximo. Em meio a perda de um ente querido, surge também a solidariedade e a esperança, que por meio da doação leva dignidade e futuro para muitas pessoas”, ressalta Valdejane. A especialista lembra ainda que aqueles que possuem o desejo de ser doador devem manifestar sua vontade ainda em vida aos seus familiares.

Transplante

O transplante de córnea é o procedimento cirúrgico que permite a substituição total ou parcial da parede anterior do olho, diante de doenças que atingem o tecido ocular e levam à cegueira.

O transplante é indicado para corrigir doenças que afetam a estrutura da córnea como o ceratocone, principal indicação de transplante na população jovem paraense.

Já na população idosa, geralmente ocorre em razão da alteração ocasionada por uma complicação de cirurgia de catarata (ceratopatia bolhosa), ou por doença ocular que pode levar à perda parcial da visão (distrofia de Fuchs).
(Com informações Fato Regional)

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